November 28, 2008
Hu Allah
Depois da sessão de música de ontem, decidi apresentar à minha número três uma das minhas músicas preferidas de Omar Faruk. Mystical Garden é uma caixinha de surpresas, mas esta mexe especialmente comigo.
Para além de tudo, é ao som destas músicas que a Maria literalmente se infiltra nos meus banhos de espuma de mel e limão, às luz das velas.
E esta foi a forma que encontrei de, num dia frio e chuvoso como este, aquecer a minha pequenina com o calor deste álbum de cheiros e sons. Acho que está a gostar...
Publicado por violeta-terra às 11:39 AM | Comentários (1) | TrackBack
August 01, 2008
Deolinda-Maria
A leonor diz que esta música lhe lembra a Maria.
Quem a conhece sabe que sim. :D
E ela mesma também achou, entrou na personagem e pôs-se a cantar e a dançar a rigor. Depois apontou para um dos guitarristas e disse, "É este que eu quero". Não percebi o que queria dizer até que ela continuou "É muito lindo..." (ainda não sei o que pensar deste episódio...). O certo é que a notícia se espalhou e não tardou o Tomás vem fazer queixinhas de que a Maria acha o guitarrista bonito, seguindo-se um inseguro "Mas eu sou mais, não sou, mãe?".
Também sou mulher para Deolinda, gosto do som, do estilo, das letras e adorei vê-los aqui.
Publicado por violeta-terra às 05:41 AM | Comentários (2) | TrackBack
October 28, 2007
Tarefas
O professor do T. todos os dias, antes das aulas, diz quantas tarefas estão destinadas a ser cumpridas e quais são. Ontem, pedi-lhes ajuda para arrumar a casa e de imediato ele me diz "Então é assim, tenho três tarefas, fazer a cama, arrumar tudo nos sítios e limpar o pó".
A minha tarefa deste fim-de-semana foi voltar à viola e a cantar. Tenho saudades e preciso urgentemente de lavar a alma!
Começei assim.
(Cláudia, que é feito de ti?)
Publicado por violeta-terra às 08:47 AM | Comentários (2) | TrackBack
Acordei...
... com o suave som de certos ratinhos a mimar o piano!
Publicado por violeta-terra às 07:35 AM | Comentários (5) | TrackBack
October 05, 2007
Chegou...
Ainda não foi desta que a Maria conseguiu guardar um segredo, mas nem foi por mal, esqueceu-se e falou do presente-surpresa à frente do Tomás... ele arregalou os olhos, mas não quis acreditar nas palavras que acabara de ouvir, que escaparam da língua da Maria, sempre pronta a tagarelar. E a bem da verdade, nem eu acreditei até vê-lo... cá!
Cresci passando os dias na casa dos meus avós. Tenho mil recordações que estão ainda hoje em cada sítio de mim, de nós, dos que crescemos no meio daquele jardim, daquelas árvores, dos cenários montados para diversas brincadeiras, das uvas americanas e da vindima, das caixas de bolachas por cima dos guarda-fatos, da cave que cheirava a mistério, da Sra. Carminda e da Maria do Carmo, uma a cortar legumes frescos, pela manhã, para a sopa, e a queimar o arroz de propósito (gostava da crosta do queimado...) e a outra a costurar calças e vestidos e a criar fatos de carnaval para "os meninos", das alfaces que se colhiam segundos antes de irem para a mesa, dos cheiros que infelizmente não consigo traduzir em palavras, de tão cúmplices que são de uma infância que insisto em não mandar embora, do Sr. Jaime de mãos atadas atrás das costas pela "menina leonorzinha" (ainda hoje me rio desmesuradamente quando recordo este episódio), dos primos, dos livros, das histórias do Avô, da massa a "apurar" desde a véspera e da qual nunca mais encontrei sabor igual, da Joaquininha vítima de tantas travessuras, dos perfumes do armário da Avó e do relógio que soava imponente ao cimo das escadas, dos grilos enterrados com pompa e circunstância nos canteiros, dos maracujás que caíam da árvore, do piano...
Estava sozinho, na sala de estar, somente com dois sofás (eram dois, já não me lembro...?) e um tapete a fazer-lhe companhia, mas não estava só. Sempre que se proporcionava, lá o abríamos e o obrigavamos a tocar uma música que não sabíamos, mas que remédio tinha, tal era a vontade de aprender.
Quando se vendeu a casa, ficou com a I. e com a L. e hoje, por razões que não vêm ao caso, chegou cá a casa.
Recebemo-lo de lágrima ao canto do olho. Eu tinha a minha, mas vocês tinham a vossa que eu bem vi... (e acho que os homens da transportadora também, pelo esforço extra, hihihi) porque trouxe tanto desses tempos e com eles a vontade de aprender a finalmente fazê-lo tocar uma música com sentido!
A Avó só o pôde ouvir, mas já repararam como nos juntamos à volta dele? É mais um sinal dos tempos que estão a chegar e hoje, juntamente com a emoção que invadiu o Tomás, eu também estou muito, muito feliz!
É o NOSSO piano!
(foto tirada pelo Tomás)
Publicado por violeta-terra às 10:21 PM | Comentários (7) | TrackBack